Meu sonho mais íntimo e puro, era ser escritora.
Sentia vontade de expor tudo que me rodeava o coração.
As minhas ideias, mesmo que ingênuas e sem criatividade.
Sonhava em contar histórias e inspirar.
Talvez porque minha fascinação sempre foi a busca por conhecimento e experiência em outras histórias.
Os livros sempre foram agradáveis companhias.
Mergulhava por horas e horas na leitura e me sentia livre pra criar o meu universo.
Criava mentalmente e me apegava aos cenários.
Aos personagens.
E em muitos deles me inspirei.
Me entusiasmei. Me apaixonei.
Me aconcheguei.
Até que construí a minha própria história.
Ou pelo menos dei início a uma...
E a vida foi me levando.
Me mostrou estradas e me obrigou a fazer escolhas; segui meu caminho.
Mudei a direção no meio do percurso, e continuei.
Me decepcionei, me magoei.
E muitas vezes me encontrei.
E desencontrei.
Durante o trajeto, sonhei.
Realizei. Mudei os planos.
E nunca tirei um livro no papel.
Assim como "se tira uma música no violão".
E talvez eu nunca tenha deixado de lado um sonho como este.
E talvez o meu lado "artista-arteira" ainda me traga muitas surpresas.
Porque ainda há tempo.
De sonhar e realizar.
E sempre recomeçar.
E explorar.
E arriscar.
E no meu coração rodeado de sonhos, sempre caberá mais alguns.
Porque sou sonhadora compulsiva e sempre inquieta, que busca a realização.
E bons roteiros.

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